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Os agentes de Comunicação Interna

A máxima “feita pelo e para o colaborador” é um desejo de todas as empresas que levam a comunicação interna a sério. De tudo que já vi, li e vivi, isso só é possível quando o colaborador ganha voz (e tem empresa que morre de medo que isso aconteça…).

Já falei sobre os agentes de comunicação interna aqui no blog, através do case “Rede de Repórteres Locais”, do Carrefour. Agora, se vocês quiserem ouvir mais sobre o case e alguns insights de Comunicação Interna, a FGV disponibilizou o conteúdo editado em audio do seminário “Comunicação Empresarial no Varejo”, no qual apresentei essa história de sucesso.

Para quem quiser conferir, cá está:

“Marilise Oliveira apresentou um case de sucesso: para conseguir alinhar a comunicação de cerca de 72 mil colaboradores, a empresa desenvolveu uma rede de “repórteres locais” em cada uma das lojas e unidades da organização. Em sua palestra, a coordenadora de comunicação interna do Carrefour aborda os desafios dessa missão e mostra que a adoção de ferramentas simples de comunicação pode ser mais eficiente do que o uso de complexas tecnologias”

http://www.fgvincompany.com.br/category/conhecimento-corporativo/

P.S.: Na data da palestra ainda atuava na gestão da Comunicação do Grupo Carrefour. Hoje, atuo como coordenadora de comunicação da Globex – Casas Bahia e Ponto Frio.

 
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Publicado por em 22 de novembro de 2011 em Comunicação Interna

 

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Um viral pode representar sua marca?

A cada minuto, 35 horas de vídeos são lançadas no Youtube. Entre amadores e comerciais, em questão de horas, alguns se tornam verdadeiros fenômenos assistidos por milhões de pessoas por todo o mundo.

No aniversário do sexto ano de vida do Youtube, a empresa divulgou os 10 vídeos de maior sucesso desde sua criação. Entre os comerciais de Justin Bieber, Lady Gaga, Shakira, Eminem, Miley Cyrus e Ptibull, dois vídeos amadores ocupam o ranking: “Evolution of the dance”, do comediante Judson Laipply, e “Charlie bit my finger”.

Entrei agora no Youtube para visitar o “Charlie bit my finger” e nesse momento são mais de 366 milhões de views (Wow!!!) – nada mal para um vídeo caseiro, simples, de um momento em que, como disseram seus pais, “os garotos estavam fazendo graça”. Tenho certeza que a maioria de vocês faz vídeos assim de seus filhos, sobrinhos e afilhados, certo? Mas, por alguma razão, esse vídeo tornou-se um sucesso.

Nesta semana, a Gerber, empresa da Nestlé fabricante de produtos para crianças, passou a usar o vídeo amador mais assistido do Youtube para ser comercial da Marca. Eles o usaram para apresentar aos pais sua linha de “finger food”, ou seja, alimentos que os bebês já conseguem segurar entre o dedão e dedo indicador e morder.

É a primeira vez que uma empresa utiliza um viral na íntegra para promover sua marca. Normalmente o que se faz é contratar os “personagens” dos virais como garotos-propagandas. Eu, particularmente, achei inteligentíssimo por parte da Gerber. E você?

 
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Publicado por em 17 de agosto de 2011 em Marca

 

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SMPR – Social Media Press Release

Nunca fui fã de siglas e sempre fui extremamente criativa para imaginar o que significam as quais desconheço a definição… e é um passatempo divertido – te garanto (em minha mente, S.M. é mais facilmente associado ao sado-masquismo do que ao substantivo masculino, e por aí vai).

Mas enfim, há tempos ouço algumas frases que aguçam minha inventividade, como “Vamos trabalhar bem o SMPR para garantir bons resultados de SMO”… e eu boio. Ok, concordamos que é totalmente desnecessário falar assim, mas definitivamente vale a pena deixar o SMPR entrar em sua vida, especialmente se você é assessor de imprensa.

SMPR – Social Media Press Release

O Social Media Press Release busca facilitar a vida do jornalista e do leitor, permitindo um acesso fácil às informações.

O conceito foi criado pela agência norte-americana Shift Communications, e propõe o envio de mensagens, tanto para jornalistas quanto para mídias sociais, combinando contextualização e a possibilidade de ir além do texto. Traz logos, fotos em alta resolução, permite download de arquivos, vídeos, podcasts, etc, e inclui links, hiperlinks e tags aumentando a visibilidade nos sites de busca.

Para entender melhor, veja o modelo original aqui: smprtemplate; e muitos exemplos neste site: pressitt.com

O que é mais legal do Social Media Press Release:

  • Democracia – O acesso ao conteúdo é aberto e simples a todos, sem a necessidade de cadastro, login ou senha.
  • Credibilidade – É uma forma oficial de comunicação da empresa, confiável para o repórter.
  • Contextualização – O SMPR agrupa conteúdo, permitindo ao jornalista optar pela melhor abordagem.
  • Cultura de rede – Agrega conteúdo gerado na Internet sobre o assunto, por meio de links e tags.
  • Visibilidade – Utiliza técnicas de SEO (Searche Engine Optimization) otimizando o resultado em sites de busca.
 
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Publicado por em 1 de junho de 2011 em Comunicação Empresarial

 

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A comunicação da sustentabilidade

Se você não trabalha na Natura nem no Banco Real, aposto um pedacinho da unha do meu dedo mindinho que já ouviu essa frase pelos corredores de sua empresa: “A sustentabilidade está no nosso DNA, nós fazemos muito, mas é pouco divulgado, nossos stakeholders não tem a menor ideia do que fazemos”. E provavelmente, nem a própria corporação sabe exatamente o que tem feito. Essa percepção foi quase unânime no curso ministrado por Ricardo Voltolini, dias 18 e 19 de maio na ABERJE, onde estavam presentes empresas como Vivo / Telefônica, Vale, Johnson & Johnson, SEBRAE, Fibria, SAP, entre outras.

Todas as empresas presentes buscam, de fato, atuar nesta frente e ser reconhecida como tal. Mas por enquanto, deslumbram basicamente um desafio: falta de uma política de sustentabilidade.

Voltolini soma à sua didática a experiência de consultor e nos instiga a criar a política de sustentabilidade da empresa que representamos e a definir um foco para a comunicação com três questões:

  1. Olhando para o negócio de sua empresa, qual o principal desafio de sustentabilidade? Seria envolver e educar stakeholders; alinhar o discurso na prática; pensar o todo e não a parte, ou inserir a sustentabilidade na estratégia do negócio? Pense na sua empresa.
  2. Liste os três pontos mais vulneráveis relacionados à sustentabilidade do seu negócio sob a ótica do cliente. Qual a imagem que sua empresa tem neste mercado? Seus processos impactam o meio-ambiente ou a sociedade? Ou o greenwashing é seu ponto mais fraco?
  3. Liste por ordem de prioridade os três grandes temas de sustentabilidade que sua empresa pode trabalhar, respeitando sempre seu core business. Pode ser o uso de água; impacto no solo; prejuízo à saúde humana; exclusão social; tecnologia verde, entre tantos outros.

No meu caso, que trabalho no varejo, tracei um plano focado na educação, tanto interna, para inserir o tema sustentabilidade na cultura e estratégia da empresa (step 1) e formar os colaboradores (step 2), e externa, para levar a educação do consumo consciente a todos os meus stakeholders (step 3), mais especificamente os cerca de 2 milhões de clientes que passam diariamente por nossas unidades (step 4, 5, 6…79…)

Claro que não acredito em Papai Noele nem que isso acontecerá em um curto período de tempo. Essa comunicação também deve ser sustentável para ser inserida no cotidiano da empresa e suportar grandes desafios, como o turnover do varejo (cerca de 34% ao ano).

Devemos formar os líderes, à priori, e mostrara a eles que esse negócio de sustentabilidade é uma boa pra empresa, e inclusive, ajuda a fortalecer a imagem da marca entre seus públicos de relacionamento!

E depois, claro, focar todos nossos esforços na formação do público interno, especialmente nos colaboradores do chão de loja. Afinal, quando um cliente busca informações, ele a quer na hora, ele não irá procurar respostas no site da empresa ou no relatório anual de desenvolvimento sustentável, certo?. Será para a recepcionista de caixa ou o atendimento do açougue que ele se voltará para tirar suas dúvidas, do tipo, por que não se distribui mais sacolinhas plásticas? Onde eu vou colocar meu lixo? Vocês garantem que essa carne não vem de áreas desmatadas na Amazônia?

Seja por tendência, pressão da sociedade, ou pela vontade real de ter o equilibro entre os resultados econômicos, impactos ambientais e sociais, sua empresa tem que embarcar nessa onda de caso pensado, com foco e uma política bem estabelecida, par que seja de fato sustentável.

 

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11º Mix ABERJE (ou a Comunicação Corporativa nas Mídias Sociais)

Fato constatado: não se fala mais sobre comunicação corporativa sem falar de mídias sociais. O tema se fez presente em 90% do ciclo de palestras do 11º MIX ABERJE e permeou todos os assuntos trabalhados, de gestão de pessoas à cultural organizacional, da mensuração dos resultados de comunicação à geração Y.

A presença das empresas nas mídias sociais deixa de ser uma opção só para empresas moderninhas e descoladas e torna-se obrigatória. Eu sempre brinco quando me deparo com algum termo desconhecido ou neologismo: “Não está no Google, não existe”. Agora, para as empresas é exatamente a mesma coisa, mas em proporções ainda maiores: não está no Facebook, não está no Twitter, não está no LinkedIn, não tem Blog, meu caro amigo, sua empresa simplesmente não existe. “Mas eu tenho um site institucional” – Não… sua empresa não existe…

Pollyana Ferrari, diretora da Polipress Digital traz no artigo “A revolução das mídias digitais” o seguinte:

“As mídias sociais passam por um momento de adaptação, tanto para os usuários comuns, como para as empresas que visam utilizá-las como ferramenta de comunicação. Mesmo que haja estranhamento (…) é preciso experimentar. Apenas ouça, sinta. Tente pensar como oferecer conteúdo para um leitor não-linear”.

Esse tal de leitor não-linear é fortemente categorizado pela geração Y, mas é a pessoa que diariamente é bombardeada pelo excesso de comunicação e exige que esta seja ágil, atraente e principalmente, interativa.

No painel de disseminação da cultura organizacional com o uso das redes sociais, monitorado pela própria Pollyana, Fábio Pando, superintendente executivo de estratégia de comunicação do Santander, deu um exemplo claro: um seguidor do banco no Twitter postou uma dúvida. Atencioso, o Santander postou a resposta com um número 0800 que resolveria o problema do cliente. Mas não era isso que ele queria. Ele não queria o 0800, ele escolheu o twitter para ser seu canal de comunicação com o banco naquele momento. Ele queria a resposta ali e imediatamente.

A entrada nas mídias sociais não se trata apenas de “estar” e exige uma estratégia bem definida de comunicação para cada canal e muita dedicação para suprir o grande desafio das respostas e claro, do monitoramento.

Agora vamos aos detalhes:

Por que entrar

Se você  ainda não se convenceu ou precisa de mais argumentos para convencer seu líder Geração X ou Babyboomer,  Gislaine Rossetti, Diretora de Comunicação para a América do Sul da BASF, participou do MIX ABERJE e compartilhou 5 argumentos encontrados para as empresas ingressarem nas mídias socais:

1) notoriedade;
2) presença da marca consolidada;
3) aumento do diálogo e interação com os stakeholders;
4) conhecimento do público e seu interesse; e
5) compartilhar e trocar conhecimento.

O que comunicar

Aqui jaz o grande desafio de gerir a linha tênue entre oportunidade e riscos. O ingresso nas mídias sociais permite que você exponha seus produtos e ações, da mesma forma que dá voz aos clientes, funcionários e sociedade (daí o risco).

A comunicação do século passado embasava o que comunicar de acordo com cada público (funcionários, imprensa, comunidade, etc), e isso garantia certo controle, o que na web já se torna impossível.

No artigo “Veículos internos: gestão voltada para o público”, Othon Villefort Maia traz que

“em tempos da revolução digital, de mídias sociais em constante expansão, as noções de público interno e externo chegam a parecer anacrônicas. Afinal, como definir o profissional que utiliza o computador da empresa para acessar o Twitter e falar do seu trabalho? E o contrário: um profissional em casa acessando uma comunidade no Orkut sobre a empresa em que trabalha?”.

Sob essa ótica, a Dell, que é empresa referência em mídias sociais, já encontrou  seu caminho para trilhar bem no mundo digital. Gretel Perera, diretora de Relações Públicas para a Dell na América Latina, também palestrante do 11º MIX ABERJE contou que criou em novembro de 2010 o centro de monitoramento de mídias sociais, onde já foram formados mais de 1000 colaboradores da empresa como porta-vozes da Dell, aptos a responder no nome da empresa, seja em seu perfil profissional ou pessoal.

Dedicação 24/7

Diferente do mundo real, não dá para bater cartão às 18:00 das mídias sociais ou esperar o horário do fechamento diário do jornal. Aliás, muito pelo ao contrário. Um estudo realizado pela equipe do Scup revelou que das 20h ás 22h as redes sociais recebem maior audiência de seus usuários – e eles querem interação.

Então, pode ser que enquanto você estiver dormindo seu merecido sono pós-Dramim ou estiver curtindo o sol no litoral norte, milhares de twitts sobre sua empresa explodam na web. Lembra-se do recente case da Arezzo? Tudo aconteceu num belo e ensolarado domingo.

Não estou dizendo que você deva monitorar toda a web full time, mas talvez seja a hora das empresas repensarem naquele tal do profissional do futuro, que trabalha em casa e em seu próprio tempo.

Monitoramento

A frase de Erik Qualman, autor do livro “Socialnomics”, é irrevogável: “We don’t have a choice on wheather we do social media, the question is how well we do it”, e é o monitoramento que irá dizer “how well we do it”.

Há inúmeras ferramentas para monitorar as mídias sociais – gratuitas e pagas (Scup, Radian6, Social Mention, ScoutLabs, Brands Eye, entre outras).

Conhecer a percepção dos usuários, quem são e seu nível de engajamento com a marca são parte importante de qualquer estratégia em mídias sociais. O monitoramento ajuda tanto a medir o retorno sobre o investimento como também é vital para o planejamento de ações para a empresa adequar sua comunicação e estabelecer um bom relacionamento com os clientes.

A Dell criou um centro de monitoramento de mídias sociais para monitorar um grande número de conversas na web e internalizar esse feedback. O objetivo é obter essas informações e direcioná-las às pessoas certas, onde quer que estejam na organização. O desafio será está em acompanhar, em média, as mais de 22.000 mensagens diárias relacionadas à Dell.

Para fechar: Como disse Pollyana, estamos em uma fase de adaptação, tanto dos usuários quanto das empresas. Cabe a nós, comunicadores, criarmos essa nova cultura de comunicação corporativa nas mídias sociais. Boa sorte a todos!

 
 

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Fazer evento não estressa

Da lista de convidados à cor da meia-calça das recepcionistas; da trilha sonora do vídeo de abertura à estrutura metálica do palco; do conteúdo da apresentação do presidente à logística de vôo dos participantes.

Há trilhões de pequenos detalhes que fazem toda a diferença em um evento de sucesso. Poderia ter menos, mas na mão de uma equipe prioritariamente feminina o número de miudezas e novas idéias fabulosas aumentam. E o prazo mantém-se o mesmo, curto como sempre! Aliás, curto nas mesmas proporções que o budget.

Mesmo assim – masoquismo à parte – adoro organizar eventos! É a oportunidade de soltar a criatividade e combinar tudo isso em arte, vídeo, A&B, dinâmicas, surpresas, e o momento cebola (sabe aquele momento que você consegue fazer todo mundo se emocionar?)… e sim, com o mesmo prazo e o mesmo budget.

E – bom, acho que é masoquismo mesmo – adoro o friozinho na barriga que chega horas antes do evento começar e aumenta a cada hora, até a saída do último convidado.

Estou há uma semana de um grande evento, o encontro de líderes da empresa, por isso não consegui escrever nessa última semana. Estamos a todo vapor, tudoaomesmotempoagora! Captação de vídeo, fechamento identidade visual, escolha do cardápio, envio do convite, aprovação de cenário, coordenação das apresentações dos líderes, desenvolvimento das dinâmicas, surgimento de novas idéias e surpresas… e ainda tem tanta coisa pra fazer!!!!

E definitivamente, não estou estressada. Estou só um pouco cansada, estamos numa jornada média de 15 horas por dia, incluindo algumas madrugadas (hoje, por exemplo).

Seis anos de experiência somado ao ganho de maturidade que a vida nos presenteia, aprendi a não me estressar mais em eventos. Já chorei, já perdi muitas noites de sono, já briguei com fornecedores e com a equipe. Mas a cada ano consigo diminuir a ansiedade e o estresse e acabo me divertindo muito mais, colocando em prática algumas lições que aprendi. São aprendizados do dia-a-dia, nada que se ache em livros ou bibliografia, e claro, são as minhas lições, nem todos precisam concordar : )

  • Trabalhe com fornecedores de sua confiança. Acho muito arriscado contratar um fornecedor novo para um evento, especialmente se os prazos são curtos. É preciso conhecer bem o trabalho deles e que eles conheçam a dinâmica de sua empresa, entendam os prazos apertados, as mudanças repentinas e as aprovações demoradas. Surpresa em evento só se for bem planejada! Rs
  • Nem tudo é possível, mas muita coisa é! Não aceite o primeiro não que receber de seus fornecedores e equipe. Poxa, será que realmente não é possível acrescentar uma placa na parede da direita exatamente com o mesmo layout da parede da esquerda um dia antes do evento? Às vezes é um pouco de preguiça, às vezes não dá mesmo. Cabe a você perceber a diferença.
  • Aprenda a falar não para seus clientes internos. Às vezes as pessoas recebem uma luz divina e se tornam extremamente criativas minutos antes de suas apresentações: “Que tal um holograma em 3D do fundador da empresa interagindo comigo enquanto eu apresento os resultados do Grupo?” Seria realmente incrível!.. mas não vai rolar agora, podemos pensar nisso para o próximo evento, ok?

E a lição mais valiosa:

  • Alguma coisa vai dar errado. Aceite isso sem se estressar. Pode ser que o táxi de um palestrante atrase, o vídeo não entre na hora certa e aconteçam mais uma dúzia de imprevistos. O jeito é agir imediatamente para que ninguém perceba, e para isso é preciso estar com a cabeça fria.Palestrante atrasou? Adiante uma apresentação, um café, etc. O vídeo não entrou. Dá para entrar em outro momento? Se sim, problema resolvido, se não, uma pena, mas aproveite para utilizá-lo no pós-evento como peça de reforço aos participantes! O fato é que nenhum dos convidados saberá que deveria entrar um vídeo, uma música ou uma ação exatamente naquela hora. O impacto para o público é zero. O dia deles não será arruinado por isso. Mas e o seu?
 
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Publicado por em 24 de março de 2011 em Comunicação Empresarial

 

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A Comunicação em Pessoa

Minha equipe é formada por quatro pessoas – incluindo eu. Nós quatro temos o objetivo de disseminar entre os 70 mil colaboradores do Grupo a estratégia da empresa e suas ações; motivar as pessoas por meio de informação e integração; humanizar as relações do trabalho; melhorar o clima organizacional; e consolidar a imagem da organização internamente para que esta se consolide entre o público externo.

E acreditamos que para alcançar todas essas metas é preciso trabalhar a comunicação presencial, conhecer os colaboradores da unidade, clientes, particularidades etc. E claro, tudo isso em um universo de 180 unidades de negócio espalhadas por 19 estados brasileiros.

Como disse, somos uma equipe de quatro pessoas, não de super-heróis.

 

Compartilho com vocês o case “A comunicação em Pessoa – Rede de Repórteres Locais no Carrefour Brasil”, vencedor do Prêmio ABERJE 2008 na categoria Relacionamento com o Público Interno.

Trago alguns pontos, resumidamente para não alongar mais o post, mas caso queiram conhecer melhor o case e as ações que realizamos, entrem em contato comigo que podemos marcar uma conversa.

 Uma equipe de Comunicação do tamanho do Brasil

Em 2001, a área de Comunicação Interna do Carrefour Brasil criou uma rede de correspondentes internos para suprir a necessidade de estar, de alguma forma, presente nas unidades do Grupo. E dessa forma, diminuir os custos com viagens de jornalistas e fotógrafos, e garantir que os veículos internos trouxessem sempre o máximo de notícias sobre as unidades de todo o Brasil.

Foi lançada a rede de Repórteres Locais, uma grande equipe que deixa sua marca em cada informação gerada e distribuída no Grupo Carrefour.

São 180 funcionários de nossas unidades, de qualquer setor, que, voluntariamente, encarregam-se de disseminar as informações e a cultura da empresa aos demais colaboradores, ao mesmo tempo em que abastecem a área de Comunicação Interna com pautas sobre sua unidade.

Sejam eles recepcionistas de caixa ou tesoureiros, patinadoras ou enfermeiros, confeiteiros ou açougueiros, quando vestem a camiseta branca escrita “Sou Repórter Local”, todos trabalham por um mesmo objetivo: Relacionamento.

O papel do Repórter Local

Indicados pelo diretor da unidade por sua capacidade de comunicação, mobilidade entre todas as áreas da loja e boa interação com os colegas, clientes e comunidade, o Repórter Local torna-se o elo entre a área de Comunicação Interna e os colaboradores do Grupo no Brasil.

• É ele quem fornece notícias de sua unidade para os veículos do Grupo Carrefour;

• Ele garante que os veículos sejam distribuídos para todos os funcionários nas lojas.

• Ele apóia a Comunicação Interna na divulgação de campanhas.

• Ele comunica à Comunicação Interna como estão os processos de comunicação na sua loja.

Nosso Desafio

Gerir uma equipe de 170 pessoas já é por si só um desafio. Em 2007 a rede estava enfraquecida pela alta rotatividade de colaboradores – oriunda do varejo; falta de integração entre os Repórteres Locais; a ausência de um canal específico de comunicação com eles; e a falta de reconhecimento dos Repórteres Locais por parte da liderança.

Nosso desafio era manter esta equipe unida, motivada e atuante.

Nossa Estratégia – um case de sucesso

Relacionamento. Essa foi a palavra escolhida para reger a nossa estratégia – o que parece óbvio quando estamos falando com o público interno. Para fortalecer o vínculo com os Repórteres Locais, a área de Comunicação Interna criou um Programa de Relacionamento com três vertentes: integração, valorização e educação.

  • Integração:

Em um período de três meses visitamos todas as regiões do país em que estamos presente promovendo o encontro de Repórteres Locais. Além da formação, nosso objetivo era estabelecer um laço de confiança com eles – mostrar quem somos além de uma voz ao telefone – e conhecê-los, suas histórias, seu dia-a-dia, suas dificuldades etc.

Os encontros com Repórteres Locais foram sempre positivos. Um espaço de troca, no qual eles tiram dúvidas sobre sua função, conhecem a dinâmica do Repórter Local nas outras unidades, e multiplicam boas práticas que podem (e devem) ser aplicadas em suas lojas.

  •  Valorização:

Reconhecer o trabalho de um Repórter Local vai além de publicar uma pauta ou foto enviada em nossos veículos de Comunicação Interna.

Em primeiro lugar, precisávamos fazer com que ele fosse valorizado em seu próprio local de trabalho, especialmente pela liderança. Incluímos um programa de comunicação no treinamento anual que os diretores recebem na Academia de Líderes Carrefour, enaltecendo a importância da comunicação nas unidades e o papel do Repórter Local. Por fim, O cargo Repórter Local ganhou ma conotação de status. O Repórter Local é visto em sua unidade como um colaborador importante e respeitável.

Outra forma de reconhecer seu trabalho é por meio do prêmio Repórter Local. Anualmente premiamos os oito RLs mais atuantes com um vale-compras de R$1.000,00. A cada ano a competição torna-se mais acirrada.Ações simples como estas, despertam no colaborador o orgulho em fazer parte deste time.

  •  Educação:

Para garantir a eficácia do trabalho dos RLs, era preciso qualificá-los por meio de formação como representantes da Comunicação Interna em sua unidade, aptos a captar pautas para todos os veículos e a disseminar os mesmos e outras ações da área entre os colaboradores.

Periodicamente foram feitos encontros e formações para levar noções básicas de jornalismo e fotografia, e que descondicionar o olhar do Repórter Local no dia-a-dia da loja.

No programa de formação, os RLs receberam grandes nomes da comunicação e do jornalismo, como Prof. Dr. Paulo Nassar, diretor-presidente da ABERJE para discutir a excelência na comunicação interna entre a Liderança e os Repórteres Locais, e, em outro momento, o palestrante convidado foi o jornalista Sérgio Vilas Boas, que trouxe como tema a importância da narrativa. Afinal, nossos Repórteres Locais são contadores de histórias. É nossa responsabilidade que eles recebam formação para que exercitem um novo olhar dentro de seu ambiente de trabalho e enxergue as melhores histórias para nos contar.

 Fazer Viver

O Programa com os Repórteres Locais só será perene se o relacionamento entre eles e a equipe de Comunicação Interna for mantido. E isso vem acontecendo por meio de ações simples, porém bastante pessoais.

Como resultado, tivemos aumento significativo no envio de pautas (cerca de 150%) e na qualidade do material.

As melhores campanhas de comunicação interna e os veículos mais bem feitos não teriam efetividade dentro do Grupo Carrefour sem o Repórter Local.

Para que o trabalho da equipe de comunicação interna chegue aos nossos 70 mil colaboradores, é preciso personalizar nossos esforços na loja. E o mais importante, personalizar na figura de uma pessoa comprometida com a empresa, que sente orgulho em pertencer a esse time e que se dedica para ter um bom relacionamento entre seus colegas, seus clientes e a comunidade.

 

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